domingo, 21 de junho de 2009

NEKROPOLIS


Geração vem, geração vai e o teatro “engajado" parece não mudar.

Nekrópolis, montagem da turma de formação 2009 da ELT Santo Andre,com texto de Roberto Alvim e direção de Gustavo Kurlat, traz o tema, tantas vezes abordado nas artes, da rebelião dos cidadãos da polis contra o líder déspota.

Montada na forma de julgamento em algumas audiências de integrantes de uma milícia, a tal ESTIRPE, por órgão de um suposto estado ditatorial, ela tenta fazer um paralelo das ações do grupo acusado de terrorista com o ato da personagem grega que, sob pena de morte, enterra o irmão punido a não ter um enterro pelo tirano rei passando por cima da proibição e sendo presa no momento do ato.

A peça é alternada por números de dança e canto, e tem toda pinta de musical , nesse sentido não faz feio.
Com boas performances e ótimas representações pelo numeroso grupo, mais ou menos vinte integrantes, o espetáculo enche os olhos. e faz notar um grande cuidado nas marcações cênicas, além de coreografias bem elaboradas.

Entre algumas das ações da milícia está o ato de desenterrar pessoas que foram mortas pelo estado por pertencerem ao grupo e exibi-las em um Shopping Center. Mesmo corpos de cidadãos comuns são violados expostos em praça - publica , como do caso de uma senhora de idade avançada que trabalhou por muitos anos em uma fabrica e morreu soterrada.
Referencias criticas ao governo Lula e até diretamente as ex-secretaria de cultura do estado, Claudia Costin são feitas em tom arrogante de cobrança por terem “ traído” seus idéias socialistas e militantes.

Sendo assim, como analisar “Necrópoles”, uma peça que tenta trazer hoje a discussão do papel da população frente as injustiças do Estado.?
.
Por centenas de anos, indivíduos privados de erudição, ou que simplesmente não sabiam ler, tinham a oportunidade de ver toda a podridão do “cosmos” político representado no palco. Como temos visto muitas vezes, das tragédias gregas ao teatro Brechtiano, o tema da Polis desvirtuada tem tido uma grande importância estética e, é claro, social

Ninguém há de negar que essa foi uma das maiores contribuições do teatro e da arte ao que chamamos hoje de cidadania, termo um pouco gasto pelos populistas de plantão
Mas Nekrópolis peca justamente por essa ânsia de pedagogia militante, esse proselitismo ideológico tão pernicioso a arte, em muitos momentos, parece chamar o publico de ignorante e desinformado.

A todo o momento somos lembrados de quem são os mocinhos e como eles vêm de profissões e atividades nobres como trabalho em projetos sociais. Suas falas sempre são fortes e diretas,como a verdade deve ser, enquanto isso, os representantes do estado e os juristas que acusam a Estirpe de terrorismo parecem candidatos eleitorais, empolados e ocos.
Não parece haver duvida de que a milícia esteja fazendo a coisa certa, mesmo que isso choque outros cidadãos e a opinião publica. Em nenhum momento o grupo questiona suas convicções ideológicas.



Esquece-se de falar dos governos antidemocráticos e dos regimes totalitários como das ditaduras Latino Americanas no qual o grupo claramente se inspira e que ainda fazem a cabeça de muito jovem “alienado”.

Nekropolis perde uma grande oportunidade de falar de questões tão vitais como o nepotismo dos nosso políticos munidos de imunidade parlamentar e que “ se lixam” para o opinião publica

Nekrópole, montagem da turma de formação 2009 da ELT


Geração vem, geração vai e o teatro “engajado" parece não mudar.

Geração vem, geração vai e o teatro “engajado" parece não mudar.

Nekrópolis, montagem da turma de formação 2009 da ELT Santo Andre,com texto de Roberto Alvim e direção de Gustavo Kurlat, traz o tema, tantas vezes abordado nas artes, da rebelião dos cidadãos da polis contra o líder déspota.

Montada na forma de julgamento em algumas audiências de integrantes de uma milícia, a tal ESTIRPE, por órgão de um suposto estado ditatorial, ela tenta fazer um paralelo das ações do grupo acusado de terrorista com o ato da personagem grega que, sob pena de morte, enterra o irmão punido a não ter um enterro pelo tirano rei passando por cima da proibição e sendo presa no momento do ato.

A peça é alternada por números de dança e canto, e tem toda pinta de musical , nesse sentido não faz feio.
Com boas performances e ótimas representações pelo numeroso grupo, mais ou menos vinte integrantes, o espetáculo enche os olhos. e faz notar um grande cuidado nas marcações cênicas, além de coreografias bem elaboradas.

Entre algumas das ações da milícia está o ato de desenterrar pessoas que foram mortas pelo estado por pertencerem ao grupo e exibi-las em um Shopping Center. Mesmo corpos de cidadãos comuns são violados expostos em praça - publica , como do caso de uma senhora de idade avançada que trabalhou por muitos anos em uma fabrica e morreu soterrada.
Referencias criticas ao governo Lula e até diretamente as ex-secretaria de cultura do estado, Claudia Costin são feitas em tom arrogante de cobrança por terem “ traído” seus idéias socialistas e militantes.

Sendo assim, como analisar “Necrópoles”, uma peça que tenta trazer hoje a discussão do papel da população frente as injustiças do Estado.?
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Por centenas de anos, indivíduos privados de erudição, ou que simplesmente não sabiam ler, tinham a oportunidade de ver toda a podridão do “cosmos” político representado no palco. Como temos visto muitas vezes, das tragédias gregas ao teatro Brechtiano, o tema da Polis desvirtuada tem tido uma grande importância estética e, é claro, social

Ninguém há de negar que essa foi uma das maiores contribuições do teatro e da arte ao que chamamos hoje de cidadania, termo um pouco gasto pelos populistas de plantão
Mas Nekrópolis peca justamente por essa ânsia de pedagogia militante, esse proselitismo ideológico tão pernicioso a arte, em muitos momentos, parece chamar o publico de ignorante e desinformado.

A todo o momento somos lembrados de quem são os mocinhos e como eles vêm de profissões e atividades nobres como trabalho em projetos sociais. Suas falas sempre são fortes e diretas,como a verdade deve ser, enquanto isso, os representantes do estado e os juristas que acusam a Estirpe de terrorismo parecem candidatos eleitorais, empolados e ocos.
Não parece haver duvida de que a milícia esteja fazendo a coisa certa, mesmo que isso choque outros cidadãos e a opinião publica. Em nenhum momento o grupo questiona suas convicções ideológicas.


Esquece-se de falar dos governos antidemocráticos e dos regimes totalitários como das ditaduras Latino Americanas no qual o grupo claramente se inspira e que ainda fazem a cabeça de muito jovem “alienado”.

Nekropolis perde uma grande oportunidade de falar de questões tão vitais como o nepotismo dos nosso políticos munidos de imunidade parlamentar e que “ se lixam” para o opinião publica.


Por Jimmy Avila
estantedojimmy.blogspot.com

Novo livro do Steiner


My Unwritten Books




Comecei a ler essa recente edição de ensaios do Steiner e ela fica melhor a cada pagina virada.

Tratasse de um livro que fala dos livros que ele gostaria de escrever( come sugere o titulo). Livros que falariam de assuntos inusitados para alguém com Steiner.

" A língua de Eros", por exemplo, versa, veja so, sobre as expressões verbais que mulheres de diferentes países emitem no ato sexual. Quem achava que Higth Schollars nao conhecem as coisas boas da vida vai ter uma grande surpresa!

Menos " sensacionalista" é o ensaio intitulado de ZION, ( que qualquer fã de matrix sabe que significa SIAO a cidade sagrada, mas conhecida por Jerusalém) que , entre outras coisas, retoma a reflexão sobre identidade judaica e ligação indistinguível dela com Israel.

Ao todo, são sete ensaios-livro ( que numero mais sugestivo, nao?) que compõe um dos melhores trabalhos do grande humanista.

Ao longo desse tópico irei passando minhas impressões sobre o livro, alem de comentar resenhas ou noticias sobre seu possível tradução.

21 de Junho de 2009 02:09

terça-feira, 9 de junho de 2009



"Spock Obama" gera ruptura cultural


Fã de "Star Trek" e de séries como "Entourage", presidente causa na sociedade impacto maior que o de seus antecessores Pensadores se dedicam a estudar influência do líder dos EUA, que atrai jovens e deixa para trás a era da tortura na televisão
SÉRGIO DÁVILADE WASHINGTON
Há algumas semanas, Barack Obama pediu à Motion Picture Association (MPA) que enviasse uma cópia do novo "Star Trek" para ele ver na sala de exibição da Casa Branca.Espécie de Fiesp dos grandes estúdios norte-americanos, a MPA abastece a tela presidencial desde que Franklin Delano Roosevelt (1882-1945) teve a ideia de transformar um closet de casacos em um minicinema com 40 lugares, nos anos 30.Obama achou "muito bom" o mais recente capítulo cinematográfico da cultuada série de TV dos anos 60, segundo disse depois à revista "Newsweek". Indagado sobre o motivo da escolha, o democrata foi direto: "Todo o mundo estava dizendo que eu sou o Spock, então achei que eu deveria checar".Na sequência, parou e fez a saudação popularizada pelo ator Leonard Nimoy na pele do personagem metade vulcaniano, metade humano, em que ele separa os dedos médio e anelar da mão direita. Obama se referia à comparação feita, entre outros, pela revista eletrônica "Slate" e por Maureen Dowd, do "New York Times", entre o personagem e o presidente (leia ao lado).A chegada de Barack Obama, 48, à Casa Branca marca não só uma mudança de geração no comando do país mas também um novo universo cultural. Na época em que seus antecessores Bill Clinton e George W. Bush, ambos de 62 anos, eram pós-adolescentes e respectivamente protestavam contra ou fugiam da Guerra do Vietnã, o atual presidente era uma criança que via "Star Trek" na TV.Não só Obama sabe quem é Spock e sua saudação como admite a influência da série em sua formação. Como muitos de sua geração, o democrata diz que o que o adulto reteve da experiência de criança foi a mensagem pacifista e multilateral do programa, ao fazer da Federação Unida dos Planetas uma metáfora para a Organização das Nações Unidas (ONU)."Fã-em-chefe"Essa troca de guarda cultural foi registrada e vem sendo discutida por colunistas, professores universitários e pensadores, gente como Henry Jenkins, codiretor do programa de estudos comparativos de mídia do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT)."Obama já foi chamado de o "fã-em-chefe'", disse Jenkins à Folha. "Todos os presidentes americanos têm um impacto na cultura popular, pois eles ajudam a dar o tom do país. Mas o de Obama deve ser especialmente mais forte porque ele teve um nível de apoio intenso nas indústrias chamadas criativas e atraiu muito interesse dos jovens, que são o público-alvo mais cobiçado entre aqueles que produzem cultura.""Como todos os presidentes, ele é uma celebridade", concorda Robert Thompson, professor de cultura pop da Universidade de Syracuse, no Estado de Nova York, falando à reportagem. "Mas é mais: é uma celebridade como as de Hollywood, no sentido de que dita moda em termos de gostos culturais e de que nos faz querer saber o que ele lê, ouve, assiste."Nos pouco mais de quatro meses em que está no poder, o presidente foi a dois espetáculos de temática negra: uma apresentação da companhia de dança Alvin Ailey, que passava por Washington, e uma peça na Broadway, "Joe Turner's Come and Gone", de August Wilson, sobre descendentes de escravos que migram do Sul.Mas disse que gosta de assistir a "Entourage", a série do canal pago HBO sobre um ator de Hollywood e seu grupo de amigos brancos, citou num evento público a série "Gossip Girl", uma espécie de "Sex and The City" adolescente, foi o segundo presidente no cargo a dar entrevista para um talk-show e gravou um comentário bem-humorado sobre a mudança de Jay Leno para Conan O"Brien no comando do programa "Tonight Show", na NBC."Agora seremos obrigados a discutir "Entourage'", disse Thompson, referindo-se à importância agregada a um produto cultural ao receber o "apoio" presidencial. Isso pôde ser sentido depois da entrevista à "Newsweek", em que Obama disse estar lendo "Netherland", de Joseph O"Neill, uma das melhores ficções do ano passado, sobre um casal de exilados na Nova York pós-11 de Setembro.Nas horas seguintes, as vendas do livro dispararam na Amazon e fizeram a editora apressar o lançamento da edição de bolso. "Ele é o presidente da internet, o presidente BlackBerry e, agora, o presidente HBO", disse Thompson.Presidente iPodEle já foi chamado também de "o presidente iPod", ao revelar o que ouvia no seu aparelho. Conforme novas músicas vão vazando, percebe-se uma certa constância de rappers como Jay Z e Ludacris, o que levou estudiosos a discutirem o efeito que a chancela da Casa Branca terá num gênero musical originalmente de protesto.No outono americano, acredita Jenkins, do MIT, essa influência poderá começar a ser vista também em filmes e programas de TV. "É difícil saber de que maneira", diz o estudioso. "Mas será uma ruptura em relação a Bush, cujo maior impacto pode ter sido a persistência da tortura como tema na cultura popular americana, de filmes de horror como "Saw" a sua celebração em "24"."

sábado, 6 de junho de 2009

Breve do LOBO ANTUNES

Senhor começou a escrever quando era menino?

Minha mãe tinha me ensinado a ler. Com 4 anos, tive uma tuberculose e tinha que ficar numa cama. Comecei a escrever, e fazia sentido. Por volta dos 14 anos, você começa a entender que há uma diferença entre escrever bem e escrever mal, então começa a angústia. Depois, por volta dos 17, 18 anos, você entende que há uma diferença ainda maior entre escrever bem e obra-prima, e aí a angústia é total.